“Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.
Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida.”
Gautama Buddha
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A felicidade, segundo Sunirmalananda
O mestre hindu, Sunirmalananda, afirma que qualquer pessoa pode viver momentos cada vez mais profundos e duradouros de felicidade. Para isso, aponta alguns passos importantes:
- Lembre-se de que dentro de você existe um manancial inesgotável de felicidade. Você é a própria essência da plenitude.
- A felicidade está presente aqui e agora. Procure lembrar-se disso várias vezes ao dia para renovar esse sentimento.
- Aceite tudo o que a vida coloca em seu caminho. Isso traz a paz instantânea, que é o início do contentamento.
- Não alimente centenas de desejos. Eles nos fazem andar em círculos sem chegar a lugar algum e nos deixam insatisfeitos.
- Não se culpe por seus erros. Por acaso uma bailarina fica se lamentando porque caiu dez vezes enquanto praticava? Ela continua dançando até ser bem-sucedida. Cair mil vezes e levantar faz parte da vida.
- Quando a mente está mais serena, você se torna senhor de seu mundo e deixa de ficar a reboque das emoções. Aquiete-se com métodos como meditação, ioga e exercícios de respiração.
- Pratique a ação consciente. Preste atenção no que você faz e como faz. Monitore seus pensamentos e sentimentos, especialmente quando causam sofrimento e dor. Tente entender os mecanismos que os geram. Crie o hábito de perceber a ventura que existe em tudo.
- Dê alegria aos outros. Essa é também uma forma de atraí-la.
- Desenvolva uma prática espiritual, ore. Isso traz paz.
- Lembre-se de que dentro de você existe um manancial inesgotável de felicidade. Você é a própria essência da plenitude.
- A felicidade está presente aqui e agora. Procure lembrar-se disso várias vezes ao dia para renovar esse sentimento.
- Aceite tudo o que a vida coloca em seu caminho. Isso traz a paz instantânea, que é o início do contentamento.
- Não alimente centenas de desejos. Eles nos fazem andar em círculos sem chegar a lugar algum e nos deixam insatisfeitos.
- Não se culpe por seus erros. Por acaso uma bailarina fica se lamentando porque caiu dez vezes enquanto praticava? Ela continua dançando até ser bem-sucedida. Cair mil vezes e levantar faz parte da vida.
- Quando a mente está mais serena, você se torna senhor de seu mundo e deixa de ficar a reboque das emoções. Aquiete-se com métodos como meditação, ioga e exercícios de respiração.
- Pratique a ação consciente. Preste atenção no que você faz e como faz. Monitore seus pensamentos e sentimentos, especialmente quando causam sofrimento e dor. Tente entender os mecanismos que os geram. Crie o hábito de perceber a ventura que existe em tudo.
- Dê alegria aos outros. Essa é também uma forma de atraí-la.
- Desenvolva uma prática espiritual, ore. Isso traz paz.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Amigos
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
Oscar Wilde
sábado, 5 de dezembro de 2009
Atenção
"Há uma história sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente e parece que o homem sobre o cavalo está indo a algum lugar importante. Um o, putro homem, de pé ao lado da estrada, pergunta: "Aonde você está indo?" e o primeiro homem responde: "Não sei! Pergunte ao cavalo!" Esta também é a nossa história. Nós estamos cavalgando o cavalo, não sabemos aonde estamos indo e não podemos parar. O cavalo é a nossa força do hábito (sânscrito = vashana) nos levando e, nós estamos sem poder. Estamos sempre correndo e isto tornou-se um hábito. Estamos brigando todo o tempo, mesmo durante nosso sono. Estamos em guerra dentro de nós mesmos e podemos facilmente iniciar uma guerra com os outros [...] A atenção é a energia que nos permite reconhecer nossa força do hábito e impedi-la de nos dominar."
Trecho extraído do e-book "Budismo, o caminho do meio", uma compilação de textos budistas.
Mônica
Trecho extraído do e-book "Budismo, o caminho do meio", uma compilação de textos budistas.
Mônica
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Preceitos budistas
"Vigiai e orai para não cairdes em tentação" - Jesus (Mateus, 26,41)
As regras de conduta - ou os preceitos budistas - nos ajudam a evitar as expressões mais grosseiras, de cobiça, aversão e ilusão e desta forma não temos que vivenciar obstáculos de culpa, ansiedade, agitação, que surgem na trilha das transgressões mais regulares. Observando nossos pensamentos, sentimentos e atos, conseguimos alcançar a virtude com mais facilidade.
Para os budistas, não basta apenas ser correto, tem que fazer mais. Não basta apenas não matar, é preciso trabalhar para proteger a vida. Não apenas a sua, mas a do outro também.
OS CINCO PRECEITOS BUDISTAS
* Não matar
* Não roubar
* Não cometer adultério
* Não mentir ou falar de maneira imprópria
* Não usar substâncias que perturbem a mente (drogas, cigarro, álcool, etc)
OS DEZ PRECEITOS BUDISTAS
* Não matar, mas proteger a vida
* Não roubar, mas praticar a generosidade
* Não cometer adultério, mas praticar a ética
* Não mentir, mas falar a verdade
* Não difamar, mas falar harmoniosamente
* Não falar de maneira rude, mas usar palavras reconfortantes
* Não tagarelar, mas falar com discrição e significado
* Não cobiçar, mas regozijar-se com a riqueza e as qualidades do outros
* Não ter maldade, mas ter benevolência
* Não defender visões errôneas, mas cultivar as corretas
As regras de conduta - ou os preceitos budistas - nos ajudam a evitar as expressões mais grosseiras, de cobiça, aversão e ilusão e desta forma não temos que vivenciar obstáculos de culpa, ansiedade, agitação, que surgem na trilha das transgressões mais regulares. Observando nossos pensamentos, sentimentos e atos, conseguimos alcançar a virtude com mais facilidade.
Para os budistas, não basta apenas ser correto, tem que fazer mais. Não basta apenas não matar, é preciso trabalhar para proteger a vida. Não apenas a sua, mas a do outro também.
OS CINCO PRECEITOS BUDISTAS
* Não matar
* Não roubar
* Não cometer adultério
* Não mentir ou falar de maneira imprópria
* Não usar substâncias que perturbem a mente (drogas, cigarro, álcool, etc)
OS DEZ PRECEITOS BUDISTAS
* Não matar, mas proteger a vida
* Não roubar, mas praticar a generosidade
* Não cometer adultério, mas praticar a ética
* Não mentir, mas falar a verdade
* Não difamar, mas falar harmoniosamente
* Não falar de maneira rude, mas usar palavras reconfortantes
* Não tagarelar, mas falar com discrição e significado
* Não cobiçar, mas regozijar-se com a riqueza e as qualidades do outros
* Não ter maldade, mas ter benevolência
* Não defender visões errôneas, mas cultivar as corretas
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Planos
É melhor ter um plano qualquer do que não ter nenhum.
Outro dia eu li essa frase num livro e anotei para refletir sobre ela num momento posterior (esqueci de marcar o nome do livro, mas não importa). Muitas pessoas esperam lapidar suas crenças e planos até colocá-los em prática. Enquanto isso, se angustiam, lamentam, se desesperam. Talvez, essa não seja a melhor saída. Talvez, um pequeno plano, por menor que seja, deva ser executado. Afinal, mantendo-nos ocupados, esvaziamos nossas mentes. A consequência disso pode ser a chegada de planos melhores.
Falando em manter-se ocupado, hoje eu li um conto zen que enaltece o trabalho como fonte de alimento:
"Um monge estava bem velhinho, com mais de 80 anos, mas continuava trabalhando no campo. Arando, colhendo, capinando. Seus discípulos aconselhavam-no a parar, mas ele não ouvia e seguia na sua lida.
Certo dia, decidiram esconder suas ferramentas. Assim, ele não teria mais como trabalhar e descansaria.
No primeiro dia sem suas ferramentas o monge não comeu. No segundo, idem. No terceiro, preocupados, os discípulos resolveram devolvê-las. O monge trabalhou duro e se alimentou. Satisfeito, disse:
- Sem trabalho, sem comida."
Monica
Outro dia eu li essa frase num livro e anotei para refletir sobre ela num momento posterior (esqueci de marcar o nome do livro, mas não importa). Muitas pessoas esperam lapidar suas crenças e planos até colocá-los em prática. Enquanto isso, se angustiam, lamentam, se desesperam. Talvez, essa não seja a melhor saída. Talvez, um pequeno plano, por menor que seja, deva ser executado. Afinal, mantendo-nos ocupados, esvaziamos nossas mentes. A consequência disso pode ser a chegada de planos melhores.
Falando em manter-se ocupado, hoje eu li um conto zen que enaltece o trabalho como fonte de alimento:
"Um monge estava bem velhinho, com mais de 80 anos, mas continuava trabalhando no campo. Arando, colhendo, capinando. Seus discípulos aconselhavam-no a parar, mas ele não ouvia e seguia na sua lida.
Certo dia, decidiram esconder suas ferramentas. Assim, ele não teria mais como trabalhar e descansaria.
No primeiro dia sem suas ferramentas o monge não comeu. No segundo, idem. No terceiro, preocupados, os discípulos resolveram devolvê-las. O monge trabalhou duro e se alimentou. Satisfeito, disse:
- Sem trabalho, sem comida."
Monica
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
É mais fácil falar
"Minha religião é a bondade" - Dalai Lama
É, de fato, falar é fácil. É fácil aconselhar quem está sozinho quando você tem o seu companheiro; é fácil dizer que dinheiro não traz felicidade se sua conta bancária está recheada; é fácil afirmar que ser gordinho não é tão ruim quando seu corpo está legal. Enfim, dar conselhos para quem está sofrendo é relativamente muito fácil, se sua vida está equilibrada ou se o seu problema não é aquele. Quero ver seguir esses mesmos conselhos quando o problema é seu. Aí, a coisa pega.
Pois eu tive essa experiência hoje, quando minha empregada foi embora do trabalho porque estava passando mal. Eu, que ando meio estressada com ela - que está há 16 anos comigo - fiquei com muita raiva. Ainda tivemos que levar. Pensei no meu dia relativamente organizado que estava indo para o caos. Que a sua dor no peito era pura fita. Que ela queria chamar atenção e blá, blá, blá........ Eu, eu, eu, eu!!!!
No fim do dia, mais relaxada, com uma bela taça de vinho na mão, conversando com meu marido, refleti sobre o fato.
Na verdade, o sentimento correto naquele momento era a COMPAIXÃO, A BONDADE. Precisava pensar no quanto ela estava sofrendo, já que, há cerca de um mês, foi abandonada pelo marido (não que ele prestasse, mas ela gostava dele). No dia anterior ao pseudo-enfarto, ela, pela manhã, havia cruzado com ele na rua (fez que não viu) e, à noite - fiquei sabendo depois - ele tinha ido até sua casa e lhe dado um cheque de R$ 110,00 para pagar algumas contas. Pagou, virou as costas e foi embora. Todos os anos vividos se resumiram a isso. No dia seguinte, dor no peito e patroa azeda (euzinha). É dose!! Aja coração.
Meta: tentar ser diferente da próxima vez, ver o outro lado!
É, de fato, falar é fácil. É fácil aconselhar quem está sozinho quando você tem o seu companheiro; é fácil dizer que dinheiro não traz felicidade se sua conta bancária está recheada; é fácil afirmar que ser gordinho não é tão ruim quando seu corpo está legal. Enfim, dar conselhos para quem está sofrendo é relativamente muito fácil, se sua vida está equilibrada ou se o seu problema não é aquele. Quero ver seguir esses mesmos conselhos quando o problema é seu. Aí, a coisa pega.
Pois eu tive essa experiência hoje, quando minha empregada foi embora do trabalho porque estava passando mal. Eu, que ando meio estressada com ela - que está há 16 anos comigo - fiquei com muita raiva. Ainda tivemos que levar. Pensei no meu dia relativamente organizado que estava indo para o caos. Que a sua dor no peito era pura fita. Que ela queria chamar atenção e blá, blá, blá........ Eu, eu, eu, eu!!!!
No fim do dia, mais relaxada, com uma bela taça de vinho na mão, conversando com meu marido, refleti sobre o fato.
Na verdade, o sentimento correto naquele momento era a COMPAIXÃO, A BONDADE. Precisava pensar no quanto ela estava sofrendo, já que, há cerca de um mês, foi abandonada pelo marido (não que ele prestasse, mas ela gostava dele). No dia anterior ao pseudo-enfarto, ela, pela manhã, havia cruzado com ele na rua (fez que não viu) e, à noite - fiquei sabendo depois - ele tinha ido até sua casa e lhe dado um cheque de R$ 110,00 para pagar algumas contas. Pagou, virou as costas e foi embora. Todos os anos vividos se resumiram a isso. No dia seguinte, dor no peito e patroa azeda (euzinha). É dose!! Aja coração.
Meta: tentar ser diferente da próxima vez, ver o outro lado!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
A seguir um passo de cada vez
"Uma jornada de mil léguas começa com um simples passo" - Confúcio
Seria bom sempre nos lembrarmos dessa frase quando nosso destino final nos parece tão distante. Não é preciso pensar na chegada quando ela está muito longe. É preciso lembrar dos passos, um de cada vez. Quando nos dermos conta, o caminho já estará menor. Quiçá, já estejamos lá, sem perceber.
Às vezes, a ansiedade de chegar rápido mina nossas forças, atrapalha nossos sentidos e turva nossa visão. Com um passo por vez, podemos reparar na beleza do caminho. Perceber que ele não é tão difícil assim. Apenas, talvez, um pouco tortuoso. Mas, devagar, conseguimos driblar as curvas e seguir em frente.
Quando eu me sinto assim, tão distante dos meus objetivos, procuro parar, respirar e me focar em metas mais curtas, até chegar lá. Vale para tudo: um longo curso, um processo de emagrecimento. Enfim, objetivos reais e possíveis nos ajudam a alcançar aquele que nos parecia impossível.
Namastê
Seria bom sempre nos lembrarmos dessa frase quando nosso destino final nos parece tão distante. Não é preciso pensar na chegada quando ela está muito longe. É preciso lembrar dos passos, um de cada vez. Quando nos dermos conta, o caminho já estará menor. Quiçá, já estejamos lá, sem perceber.
Às vezes, a ansiedade de chegar rápido mina nossas forças, atrapalha nossos sentidos e turva nossa visão. Com um passo por vez, podemos reparar na beleza do caminho. Perceber que ele não é tão difícil assim. Apenas, talvez, um pouco tortuoso. Mas, devagar, conseguimos driblar as curvas e seguir em frente.
Quando eu me sinto assim, tão distante dos meus objetivos, procuro parar, respirar e me focar em metas mais curtas, até chegar lá. Vale para tudo: um longo curso, um processo de emagrecimento. Enfim, objetivos reais e possíveis nos ajudam a alcançar aquele que nos parecia impossível.
Namastê
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