Outro dia entrei, por acaso, nesse blog: Vigilantes da Auto Estima - Atitudes que transformam sua vida - http://vigilantesdaautoestima.zip.net. A moça - uma jornalista - se propõe um desafio de 365 dias de vigilância, onde dá notas para suas atitudes etc.
Há algum tempo venho me preocupando em transformar minha vida. Mudar de país, mudar de trabalho, fugir, largar o marido, largar os filhos, me tornar monja no Tibete...
Refletindo bastante, cheguei a uma conclusão muito simples. Sou eu que tenho que mudar primeiro. Transformar algumas atitudes que me deixam arrasada. Depois disso, talvez, outras mudanças venham. Ou não.
Tenho pensado nisso, forte, há umas duas semanas. E, como a Gisela - esse é o nome da fundadora do movimento - vou me lançar esse desafio. Observar minhas atitudes, observar o cenário ao redor. Cuidar de mim, de verdade, para ser uma pessoa melhor para aqueles que me cercam.
No primeiro dia do blog da Gisela, em 27 de abril de 2009, ela sugere que primeiro precisamos remover as teias de aranha fincadas em nossa infância para superar alguns problemas. Acredito que algumas mágoas sejam advindas dessa fase da vida, mas não vou parar para refletir sobre isso. Vou simplesmente deixar passar, colocar uma pedra. É daqui pra frente. É hoje, é agora.
As metas para a minha redescoberta são muitas: ter mais paciência, ingerir menos álcool, comer direito, fazer exercício, terminar o que eu começo, usar alguma coisa até o fim, economizar, não gastar à toa, diminuir o nível de consumo... Ish, vai explodir.
NOVA MÔNICA - Recomeçou seu blog, e nem criou outro. Aproveitou o que já tinha!
AE HOJE - ÓTIMA
O QUE ACABOU COMIGO HOJE - Ainda nada...
FRASE DO DIA (PARAMAHANSA YOGANANDA): "Por trás da luz de cada pequena lâmpada há uma grande corrente dinâmica; sob cada pequena onda existe o vasto oceano que se tornou nas numerosas ondas. Assim é com os seres humanos. Deus criou todos os homens à Sua imagem e deu liberdade à cada um deles. Mas você esquece a Fonte de seu ser e o poder sem igual de Deus, que é intrínseco a você. As possibilidades deste mundo são ilimitadas, o progresso potencial do homem é ilimitado".
CONCLUSÃO: SE VOCÊ QUISER, VOCÊ CONSEGUE.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Kalama Sutra
“Tenhais confiança não no mestre, mas no ensinamento.
Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.
Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida.”
Gautama Buddha
Tenhais confiança não no ensinamento, mas no espírito das palavras.
Tenhais confiança não na teoria, mas na experiência.
Não creiais em algo simplesmente porque vós ouvistes.
Não creiais nas tradições simplesmente porque elas têm sido mantidas de geração para geração.
Não creiais em algo simplesmente porque foi falado e comentado por muitos.
Não creiais em algo simplesmente porque está escrito em livros sagrados; não creiais no que imaginais, pensando que um Deus vos inspirou.
Não creiais em algo meramente baseado na autoridade de seus mestres e anciãos.
Mas após contemplação e reflexão, quando vós percebeis que algo é conforme ao que é razoável e leva ao que é bom e benéfico tanto para vós quanto para os outros, então o aceiteis e façais disto a base de sua vida.”
Gautama Buddha
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A felicidade, segundo Sunirmalananda
O mestre hindu, Sunirmalananda, afirma que qualquer pessoa pode viver momentos cada vez mais profundos e duradouros de felicidade. Para isso, aponta alguns passos importantes:
- Lembre-se de que dentro de você existe um manancial inesgotável de felicidade. Você é a própria essência da plenitude.
- A felicidade está presente aqui e agora. Procure lembrar-se disso várias vezes ao dia para renovar esse sentimento.
- Aceite tudo o que a vida coloca em seu caminho. Isso traz a paz instantânea, que é o início do contentamento.
- Não alimente centenas de desejos. Eles nos fazem andar em círculos sem chegar a lugar algum e nos deixam insatisfeitos.
- Não se culpe por seus erros. Por acaso uma bailarina fica se lamentando porque caiu dez vezes enquanto praticava? Ela continua dançando até ser bem-sucedida. Cair mil vezes e levantar faz parte da vida.
- Quando a mente está mais serena, você se torna senhor de seu mundo e deixa de ficar a reboque das emoções. Aquiete-se com métodos como meditação, ioga e exercícios de respiração.
- Pratique a ação consciente. Preste atenção no que você faz e como faz. Monitore seus pensamentos e sentimentos, especialmente quando causam sofrimento e dor. Tente entender os mecanismos que os geram. Crie o hábito de perceber a ventura que existe em tudo.
- Dê alegria aos outros. Essa é também uma forma de atraí-la.
- Desenvolva uma prática espiritual, ore. Isso traz paz.
- Lembre-se de que dentro de você existe um manancial inesgotável de felicidade. Você é a própria essência da plenitude.
- A felicidade está presente aqui e agora. Procure lembrar-se disso várias vezes ao dia para renovar esse sentimento.
- Aceite tudo o que a vida coloca em seu caminho. Isso traz a paz instantânea, que é o início do contentamento.
- Não alimente centenas de desejos. Eles nos fazem andar em círculos sem chegar a lugar algum e nos deixam insatisfeitos.
- Não se culpe por seus erros. Por acaso uma bailarina fica se lamentando porque caiu dez vezes enquanto praticava? Ela continua dançando até ser bem-sucedida. Cair mil vezes e levantar faz parte da vida.
- Quando a mente está mais serena, você se torna senhor de seu mundo e deixa de ficar a reboque das emoções. Aquiete-se com métodos como meditação, ioga e exercícios de respiração.
- Pratique a ação consciente. Preste atenção no que você faz e como faz. Monitore seus pensamentos e sentimentos, especialmente quando causam sofrimento e dor. Tente entender os mecanismos que os geram. Crie o hábito de perceber a ventura que existe em tudo.
- Dê alegria aos outros. Essa é também uma forma de atraí-la.
- Desenvolva uma prática espiritual, ore. Isso traz paz.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Amigos
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
Oscar Wilde
sábado, 5 de dezembro de 2009
Atenção
"Há uma história sobre um homem e um cavalo. O cavalo está galopando rapidamente e parece que o homem sobre o cavalo está indo a algum lugar importante. Um o, putro homem, de pé ao lado da estrada, pergunta: "Aonde você está indo?" e o primeiro homem responde: "Não sei! Pergunte ao cavalo!" Esta também é a nossa história. Nós estamos cavalgando o cavalo, não sabemos aonde estamos indo e não podemos parar. O cavalo é a nossa força do hábito (sânscrito = vashana) nos levando e, nós estamos sem poder. Estamos sempre correndo e isto tornou-se um hábito. Estamos brigando todo o tempo, mesmo durante nosso sono. Estamos em guerra dentro de nós mesmos e podemos facilmente iniciar uma guerra com os outros [...] A atenção é a energia que nos permite reconhecer nossa força do hábito e impedi-la de nos dominar."
Trecho extraído do e-book "Budismo, o caminho do meio", uma compilação de textos budistas.
Mônica
Trecho extraído do e-book "Budismo, o caminho do meio", uma compilação de textos budistas.
Mônica
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Preceitos budistas
"Vigiai e orai para não cairdes em tentação" - Jesus (Mateus, 26,41)
As regras de conduta - ou os preceitos budistas - nos ajudam a evitar as expressões mais grosseiras, de cobiça, aversão e ilusão e desta forma não temos que vivenciar obstáculos de culpa, ansiedade, agitação, que surgem na trilha das transgressões mais regulares. Observando nossos pensamentos, sentimentos e atos, conseguimos alcançar a virtude com mais facilidade.
Para os budistas, não basta apenas ser correto, tem que fazer mais. Não basta apenas não matar, é preciso trabalhar para proteger a vida. Não apenas a sua, mas a do outro também.
OS CINCO PRECEITOS BUDISTAS
* Não matar
* Não roubar
* Não cometer adultério
* Não mentir ou falar de maneira imprópria
* Não usar substâncias que perturbem a mente (drogas, cigarro, álcool, etc)
OS DEZ PRECEITOS BUDISTAS
* Não matar, mas proteger a vida
* Não roubar, mas praticar a generosidade
* Não cometer adultério, mas praticar a ética
* Não mentir, mas falar a verdade
* Não difamar, mas falar harmoniosamente
* Não falar de maneira rude, mas usar palavras reconfortantes
* Não tagarelar, mas falar com discrição e significado
* Não cobiçar, mas regozijar-se com a riqueza e as qualidades do outros
* Não ter maldade, mas ter benevolência
* Não defender visões errôneas, mas cultivar as corretas
As regras de conduta - ou os preceitos budistas - nos ajudam a evitar as expressões mais grosseiras, de cobiça, aversão e ilusão e desta forma não temos que vivenciar obstáculos de culpa, ansiedade, agitação, que surgem na trilha das transgressões mais regulares. Observando nossos pensamentos, sentimentos e atos, conseguimos alcançar a virtude com mais facilidade.
Para os budistas, não basta apenas ser correto, tem que fazer mais. Não basta apenas não matar, é preciso trabalhar para proteger a vida. Não apenas a sua, mas a do outro também.
OS CINCO PRECEITOS BUDISTAS
* Não matar
* Não roubar
* Não cometer adultério
* Não mentir ou falar de maneira imprópria
* Não usar substâncias que perturbem a mente (drogas, cigarro, álcool, etc)
OS DEZ PRECEITOS BUDISTAS
* Não matar, mas proteger a vida
* Não roubar, mas praticar a generosidade
* Não cometer adultério, mas praticar a ética
* Não mentir, mas falar a verdade
* Não difamar, mas falar harmoniosamente
* Não falar de maneira rude, mas usar palavras reconfortantes
* Não tagarelar, mas falar com discrição e significado
* Não cobiçar, mas regozijar-se com a riqueza e as qualidades do outros
* Não ter maldade, mas ter benevolência
* Não defender visões errôneas, mas cultivar as corretas
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Planos
É melhor ter um plano qualquer do que não ter nenhum.
Outro dia eu li essa frase num livro e anotei para refletir sobre ela num momento posterior (esqueci de marcar o nome do livro, mas não importa). Muitas pessoas esperam lapidar suas crenças e planos até colocá-los em prática. Enquanto isso, se angustiam, lamentam, se desesperam. Talvez, essa não seja a melhor saída. Talvez, um pequeno plano, por menor que seja, deva ser executado. Afinal, mantendo-nos ocupados, esvaziamos nossas mentes. A consequência disso pode ser a chegada de planos melhores.
Falando em manter-se ocupado, hoje eu li um conto zen que enaltece o trabalho como fonte de alimento:
"Um monge estava bem velhinho, com mais de 80 anos, mas continuava trabalhando no campo. Arando, colhendo, capinando. Seus discípulos aconselhavam-no a parar, mas ele não ouvia e seguia na sua lida.
Certo dia, decidiram esconder suas ferramentas. Assim, ele não teria mais como trabalhar e descansaria.
No primeiro dia sem suas ferramentas o monge não comeu. No segundo, idem. No terceiro, preocupados, os discípulos resolveram devolvê-las. O monge trabalhou duro e se alimentou. Satisfeito, disse:
- Sem trabalho, sem comida."
Monica
Outro dia eu li essa frase num livro e anotei para refletir sobre ela num momento posterior (esqueci de marcar o nome do livro, mas não importa). Muitas pessoas esperam lapidar suas crenças e planos até colocá-los em prática. Enquanto isso, se angustiam, lamentam, se desesperam. Talvez, essa não seja a melhor saída. Talvez, um pequeno plano, por menor que seja, deva ser executado. Afinal, mantendo-nos ocupados, esvaziamos nossas mentes. A consequência disso pode ser a chegada de planos melhores.
Falando em manter-se ocupado, hoje eu li um conto zen que enaltece o trabalho como fonte de alimento:
"Um monge estava bem velhinho, com mais de 80 anos, mas continuava trabalhando no campo. Arando, colhendo, capinando. Seus discípulos aconselhavam-no a parar, mas ele não ouvia e seguia na sua lida.
Certo dia, decidiram esconder suas ferramentas. Assim, ele não teria mais como trabalhar e descansaria.
No primeiro dia sem suas ferramentas o monge não comeu. No segundo, idem. No terceiro, preocupados, os discípulos resolveram devolvê-las. O monge trabalhou duro e se alimentou. Satisfeito, disse:
- Sem trabalho, sem comida."
Monica
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